Este livro não oferece um plano de recuperação do alcoolismo. Os Passos de
Alcoólicos Anónimos, que resumem seu programa de recuperação,
estão descritos minuciosamente nos livros "Alcoólicos
Anónimos" e "Os Doze Passos" e "As Doze
Tradições de A.A." Esses Passos não são interpretados aqui,
nem os processos que eles tratam são discutidos nesta obra.
Aqui, nós narramos apenas alguns métodos que usamos
para viver sem beber.
Você é bem-vindo a todos eles, esteja ou não interessado em
Alcoólicos Anónimos.
Nosso beber estava ligado a muitos hábitos – grandes
e pequenos. Alguns eram modos de pensar ou coisas que sentíamos
dentro de nos. Outros eram hábitos de acção – coisas que
fazíamos, acções que realizávamos.
Para habituarmos-nos a não beber, achávamos necessário
substituir os antigos hábitos.
(Por exemplo, em vez de tomar o próximo gole – que já
está na sua mão ou que você vem planeando; pode adia-lo... até
ler o início do capitulo 3? Tome um refrigerante ou suco de fruta em
lugar de bebida alcoólica enquanto lê. Logo depois nós lhe
explicaremos o que há por trás desta mudança de hábitos).
Depois de termos praticado por alguns meses novos
hábitos de sobriedade ou novas maneiras de pensar e agir; elas se
tornam quase uma segunda natureza para nós, tal como era o álcool.
Não beber tornou-se natural e fácil; não um combate longo e
sombrio.
Estes métodos fáceis, hora a hora, podem facilmente
ser usados em casa, no trabalho ou nas reuniões sociais. Acham-se
aqui incluídas também diversas coisas que aprendemos a não fazer
ou a evitar. Eram coisas que, hoje vemos, nos tentavam a beber ou
colocavam em perigo a nossa recuperação.
Julgamos que você achará, muitas ou mesmo todas as
sugestões aqui discutidas, valiosas para viver sóbrio, com
bem-estar e tranquilidade. Não há nada de significativo quanto à
ordem em que o livro as apresenta. Podem ser predispostas da maneira
que você julgar melhor. Não se trata de uma lista completa. Na
prática, cada membro de A.A. que você encontrar pode dar-lhe pelo
menos mais uma boa ideia que não se acha neste livro. E você,
provavelmente, encontrará algumas inéditas que funcionam para você.
Esperamos que as passe a outras pessoas que poderão beneficiar-se
delas.
A.A., como irmandade, não endossa formalmente nem
recomenda para todos os alcoólicos todas as linhas de acção aqui
incluídas. No entanto, cada prática citada já provou ser útil
para alguns membros, podendo ser proveitosa para você.
Este livro está planeado como um manual de fácil
manutenção para ser consultado de vez em quando, não como algo que
deva ser lido do começo ao fim de uma só vez e, depois, abandonado.
Eis duas precauções que se mostraram necessárias:
A.
MANTENHA A MENTE ABERTA. É possível que algumas sugestões aqui
oferecidas não o atraiam. Se for esse o caso, achamos que, em vez de
rejeitá-las, é melhor pô-las de lado por enquanto. Se não
fecharmos a mente de vez a elas, sempre podemos voltar mais tarde e
experimentar ideias que antes desprezávamos. É só querer.
Por exemplo, alguns de nós acham que, em nossos dias
iniciais de abstenção, as sugestões e a camaradagem oferecidas por
um padrinho A.A. ajudaram bastante a nos manter sóbrios. Outros
esperaram até ter visitado muitos grupos e conhecido muitos membros
de A.A. antes de, finalmente, solicitar a ajuda de um padrinho.
Alguns acharam a oração formal uma forte ajuda para
não beber, enquanto outros fugiam de qualquer coisa que sugerisse
Religião. Mas todos nós somos livres para mudar a ideia, mais
tarde, se assim o desejarmos.
Muitos de nós acharam que, quanto mais cedo
começássemos a trabalhar os Doze Passos sugeridos como um programa
de recuperação no livro "Alcoólicos Anónimos", melhor.
Outros já preferiram adiar essa iniciação até terem permanecido
sóbrios por algum tempo.
O fato é que não há nada prescrito por A.A. como
"certo" ou "errado". Cada um de nós emprega o
que julga melhor para si próprio – sem fechar a porta a outros
tipos de ajuda que possa vir a achar valiosa. E cada um, igualmente,
tenta respeitar os direitos que os outros têm de fazer as coisas
diferentemente.
Algumas vezes um membro de A.A. falará sobre a escolha
de várias partes do programa no estilo dos restaurantes de
self-service – vai pegando as coisas que gosta e deixando o que não
quer. Pode ser que surjam outros e apanhem as partes deixadas. Pode
ser também que o próprio membro volte mais tarde e tome algumas das
ideias que antes havia rejeitado.
Contudo, é bom lembrar a tentação de nada escolher
além de uma porção de sobremesa, alimentos nutritivos, saladas ou
outros de que gostamos de modo especial. Serve como um importante
lembrete para que mantenhamos o equilíbrio em nossas vidas.
Na recuperação do alcoolismo, achamos que é preciso
uma dieta equilibrada de ideias, mesmo que algumas delas não
pareçam, a princípio, tão saborosas. Tal como o bom alimento, as
boas ideias nenhum bem nos trariam a menos que fizéssemos um uso
inteligente delas. E isso nos leva à segunda precaução.
B.
USE SEU BOM SENSO. Dia a dia, temos de usar tão-somente a
inteligência ao aplicar as sugestões que seguem.
Como quase todas as ideias, as sugestões deste livro
podem ser mal-dotadas. Tomemos, por exemplo, a de comer doce.
Obviamente, os alcoólicos com diabete, problemas de açúcar no
sangue ou obesidade tiveram de encontrar substitutos para não
prejudicar sua saúde. Enquanto, muitos outros puderam beneficiar-se
da ideia de comer doce na recuperação do alcoolismo (Muitos
oposicionistas preferem porções ricas em proteínas a doces, como
prática geral). Mas não é bom exagerar neste remédio. Devemos
comer refeições balanceadas, além de doces.
Outro exemplo é o uso do slogan "Vá com Calma".
Alguns chegaram a pensar que poderiam abusar desta noção sensata
transformando-a numa desculpa para a morosidade a preguiça e a
rudeza. Não é a isso, naturalmente, que se destina o lema. Aplicado
apropriadamente, pode ser saudável: mal-aplicado, retarda nossa
recuperação. Por isso, alguns acrescentam. "Vá com calma –
mas vá!"
É claro que devemos usar a inteligência ao seguir
qualquer sugestão. Cada método aqui descrito precisa ser usado com
bom senso.
Uma coisa mais: A.A. não tem a pretensão de oferecer
uma técnica científica para permanecer sóbrio. Podemos partilhar
com você somente nossa experiência pessoal e não teorias e
explicações científicas.
Assim, estas páginas não oferecem quaisquer medidas
médicas para parar de beber, se você ainda está bebendo, nem
quaisquer segredos mágicos pode abreviar ou evitar uma ressaca.
Às vezes, ficar sóbrio pode ser conseguido em sua
própria casa; mas, frequentemente, a bebedeira prolongada tem
causado problemas de saúde tão sérios que se torna mais
aconselhável procurar assistência médica ou hospitalar para uma
desintoxicação. Se você está de tal modo doente, poderá
necessitar de cuidados profissionais antes de se interessar pelo que
oferecemos aqui.
Muitos de nós, que não estávamos tão doentes,
contudo "suamos" a desintoxicação em companhia de outros
membros de A.A. Como nós mesmos passamos por isso, podemos oferecer
ajuda, como leigos, para aliviar um pouco a angústia e o sofrimento
Pelo menos, entendemos. Já estivemos nessa situação.
Desse modo, este livro não é sobre não beber; (mais do que parar de beber) é sobre como viver sóbrio.
Achamos que, para nós, a recuperação começou com o não beber, com o ficar sóbrio, permanecer completamente livre
do álcool em qualquer quantidade e sob qualquer forma. Achamos
também que precisamos nos manter longe de qualquer outra droga que
afecte a mente. Só poderemos voltar a uma vida plena e feliz se
permanecêssemos sóbrios. A sobriedade é a plataforma de lançamento
para nossa recuperação.
Em certo sentido, este livro trata da maneira de
administrar a abstenção (anteriormente não podíamos
administrá-la: e por isso bebíamos).
terça-feira, 3 de Novembro de 2009
Sabe usar o Livro Azul de ALcoolicos Anonimos?
Gostou? Clique aqui e leia mais sobre o mesmo tema
livro azul
Estalo, Choque ou Sopro Espiritual?
Ingeri bebida que contém álcool durante vários anos. No inicio era uma
maravilha! Chamavam-me de boémio, besteiro e até mesmo de poeta romântico.
O componente álcool fazia parte de minha vida social. Levava uma vida normal.
mas sempre bebendo mais... Com a continuidade fui levado para o
fundo do poço e perdendo o controle da vida.
Perante as pessoas não tinha alternativa, ao tomar qualquer tipo de bebida
alcoólica voltava a me descontrolar. Passei a ser um escravo do meu
alcoolismo e o mais grave, não dava a mínima importância para essa situação.
Mesmo praticando atitudes absurdas, não me lembrando absolutamente de nada
do que havia feito na noite ou no dia anterior (o apagamento) agia
igualmente como um orangotango sem a luz da razão.
Além desse comportamento doentio ficava deprimido e para controlar os nervos
voltava beber. Era um beco sem saída e pensei varias vezes: - o meu caso não
tem jeito, vou morrer.
Continuava a tomar a droga álcool e numa batia ressaca recebi a mensagem de
Alcoólicos Anónimos.
O que me ocorreu no momento do recebimento da abordagem não sei explicar bem
penso que naquele instante foi algo mais ou menos como: um estalo, um
choque ou um sopro espiritual.
Depois desse importante acontecimento fui imediatamente procurar A.A. e
quando cheguei ao grupo totalmente nervoso, cheio de razão e com vontade de
beber o meu padrinho, um veterano, olhando serenamente para mim foi
contundente: - você é a pessoa mais importante dessa reunião!
No momento pensei: - ele quer me ganhar no papo. Mas também tive outro
pensamento quando observei que ele estava sóbrio há alguns anos. Então ele
me perguntou:
- Quer fazer parte de Alcoólicos Anónimos? Eu respondi: - Quero.
Apesar da timidez e da incerteza foi difícil tomar aquela decisão. Hoje
compreendo como foi uma importantíssima atitude que assumi perante os
presentes naquele momento.
Eis o que aprendi inicialmente:
a) Evite o 1° copo;
b) Vá devagar, mas vá;
c) Só por hoje 24 horas de sobriedade;
d) O que você vê e ouve aqui quando sair deixe que fique aqui;
e) Jamais vimos um só fracassar quando cuidadosamente pratica os Princípios
da Irmandade;
f) Sugerimos os 12 Passos para uma programação individual, objectivando o
crescimento espiritual.
Esses ensinamentos preliminares foram de suma importância na minha caminhada
em A.A. Graças ao meu Poder Superior, à orientação filosófica de A.A e
também à minha boa vontade vou buscando minha recuperação, só por hoje.
Depois que ingressei em Alcoólicos Anónimos, tudo que pratico é consciente;
vivo e convivo com a sociedade de um modo geral e com meus iguais numa boa.
A qualidade de vida que tenho depois que me tornei membro é muito melhor e
bote melhor nisso!
Actualmente me considero um ser humano feliz, bem casado, com uma vida de paz
harmonia, junto aos meus familiares.
Alem deste prazer e alegria de viver bem, estou satisfeito em tomar
conhecimento em mais de 180 países.
No panorama do mundo o tempo não pára e Alcoólicos Anónimos continuará
sempre salvando vidas, pois é o objectivo primordial da Irmandade.
O verdadeiro início espiritual começa quando o ser humano tem a sabedoria
para distinguir o que é coincidência e o que divino.
Pouco importa se é estalo, choque ou mesmo um sopro espiritual. O fato é que
a obsessão para tomar bebida alcoólica desapareceu totalmente da minha vida.
A experiência de Alcoólicos Anónimos está correta, pois alcoolismo é uma
doença incurável e se o alcoólico conseguiu exercitar os 12 Passos poderá
ser integro útil e feliz.
Infinitas 24 horas de sobriedade aos seus iguais.
maravilha! Chamavam-me de boémio, besteiro e até mesmo de poeta romântico.
O componente álcool fazia parte de minha vida social. Levava uma vida normal.
mas sempre bebendo mais... Com a continuidade fui levado para o
fundo do poço e perdendo o controle da vida.
Perante as pessoas não tinha alternativa, ao tomar qualquer tipo de bebida
alcoólica voltava a me descontrolar. Passei a ser um escravo do meu
alcoolismo e o mais grave, não dava a mínima importância para essa situação.
Mesmo praticando atitudes absurdas, não me lembrando absolutamente de nada
do que havia feito na noite ou no dia anterior (o apagamento) agia
igualmente como um orangotango sem a luz da razão.
Além desse comportamento doentio ficava deprimido e para controlar os nervos
voltava beber. Era um beco sem saída e pensei varias vezes: - o meu caso não
tem jeito, vou morrer.
Continuava a tomar a droga álcool e numa batia ressaca recebi a mensagem de
Alcoólicos Anónimos.
O que me ocorreu no momento do recebimento da abordagem não sei explicar bem
penso que naquele instante foi algo mais ou menos como: um estalo, um
choque ou um sopro espiritual.
Depois desse importante acontecimento fui imediatamente procurar A.A. e
quando cheguei ao grupo totalmente nervoso, cheio de razão e com vontade de
beber o meu padrinho, um veterano, olhando serenamente para mim foi
contundente: - você é a pessoa mais importante dessa reunião!
No momento pensei: - ele quer me ganhar no papo. Mas também tive outro
pensamento quando observei que ele estava sóbrio há alguns anos. Então ele
me perguntou:
- Quer fazer parte de Alcoólicos Anónimos? Eu respondi: - Quero.
Apesar da timidez e da incerteza foi difícil tomar aquela decisão. Hoje
compreendo como foi uma importantíssima atitude que assumi perante os
presentes naquele momento.
Eis o que aprendi inicialmente:
a) Evite o 1° copo;
b) Vá devagar, mas vá;
c) Só por hoje 24 horas de sobriedade;
d) O que você vê e ouve aqui quando sair deixe que fique aqui;
e) Jamais vimos um só fracassar quando cuidadosamente pratica os Princípios
da Irmandade;
f) Sugerimos os 12 Passos para uma programação individual, objectivando o
crescimento espiritual.
Esses ensinamentos preliminares foram de suma importância na minha caminhada
em A.A. Graças ao meu Poder Superior, à orientação filosófica de A.A e
também à minha boa vontade vou buscando minha recuperação, só por hoje.
Depois que ingressei em Alcoólicos Anónimos, tudo que pratico é consciente;
vivo e convivo com a sociedade de um modo geral e com meus iguais numa boa.
A qualidade de vida que tenho depois que me tornei membro é muito melhor e
bote melhor nisso!
Actualmente me considero um ser humano feliz, bem casado, com uma vida de paz
harmonia, junto aos meus familiares.
Alem deste prazer e alegria de viver bem, estou satisfeito em tomar
conhecimento em mais de 180 países.
No panorama do mundo o tempo não pára e Alcoólicos Anónimos continuará
sempre salvando vidas, pois é o objectivo primordial da Irmandade.
O verdadeiro início espiritual começa quando o ser humano tem a sabedoria
para distinguir o que é coincidência e o que divino.
Pouco importa se é estalo, choque ou mesmo um sopro espiritual. O fato é que
a obsessão para tomar bebida alcoólica desapareceu totalmente da minha vida.
A experiência de Alcoólicos Anónimos está correta, pois alcoolismo é uma
doença incurável e se o alcoólico conseguiu exercitar os 12 Passos poderá
ser integro útil e feliz.
Infinitas 24 horas de sobriedade aos seus iguais.
segunda-feira, 2 de Novembro de 2009
Relatorio do grupo 1 de Maio
relatório da reunião do dia 31-10-2009
dás 15:00 ás 16:30 H
tema: evitando controvérsias
39-presenças
coord... Pedro
obrigado e mais 24hs.
dás 15:00 ás 16:30 H
tema: evitando controvérsias
39-presenças
coord... Pedro
obrigado e mais 24hs.
Gostou? Clique aqui e leia mais sobre o mesmo tema
aa1demaio
Poucas pessoas sabem que as primeiras raízes de A.A...!
...encontraram solo fértil há 30 anos num consultório médico. Dr.
Carl Jung, esse grande pioneiro da psiquiatria, estava falando com um
paciente alcoólico. E, de fato, aconteceu o seguinte:
O paciente, um preeminente homem
de negócios americano, havia percorrido o caminho típico do
alcoólico. Havia esgotado as possibilidades da medicina e da
psiquiatria nos Estados Unidos e veio procurar o Dr. Jung como último
recurso. Carl Jung havia tratado dele durante um ano e o paciente, a
quem chamaremos de Sr. R., sentia-se confiante de que haviam sido
descobertas e removidas as causas profundas da sua compulsão para
beber. Todavia, em pouco tempo, após receber alta do Dr. Jung,
voltou a embriagar-se.
Em estado de desespero, voltou ao
consultório de Dr. Jung e perguntou qual era a sua real situação,
obtendo a resposta. Em essência, o Dr. Jung lhe disse: "Durante
algum tempo, após a sua chegada aqui, acreditei que você seria um
daqueles raros casos no qual poderia ocorrer uma completa
recuperação. Mas devo dizer-lhe francamente que nunca vi um único
caso de recuperação através da psiquiatria em que a neurose fosse
tão severa como é em você. A medicina fez tudo o que podia fazer.
Essa é a situação."
Uma profunda depressão tomou
conta do Sr. R., e ele perguntou: "Não há excepção? Isso é
realmente o fim da linha para mim?"
"Bem", respondeu o Dr.
Jung, "há algumas excepções, muito poucas. Aqui e ali, de vez
em quando, os alcoólicos têm tido o que chamam de experiências
espirituais vitais, que parecem ser uma espécie de grande rompimento
ou alteração, seguida de uma reorganização emocional. Ideias,
emoções e atitudes, as quais constituíam as forças motrizes
desses homens, são posta de lado e um novo elenco de conceitos e
propósitos começa a domina-los. Tentei produzir algumas dessas
alterações emocionais dentro de você. Com alguns tipos de
neuróticos, o método que emprego dá bons resultados, mas nunca
obtive êxito num alcoólico com o seu perfil."
"Mas", protestou o
paciente, "eu sou um homem religioso e ainda tenho fé". O
Dr. Jung respondeu: "A fé religiosa comum não é suficiente.
Estou me referindo a uma experiência transformadora, uma conversão
espiritual, se preferir assim. Somente posso recomendar-lhe que se
coloque num ambiente religioso de sua escolha; que reconheça sua
impotência pessoal e que se entregue ao Deus que você pensa
existir. O raio de um despertar espiritual poderá atingi-lo. Terá
que tentar isso, é a sua única saída". Assim falou um grande
e humilde médico.
Para o futuro de A.A., essas
palavras foram decisivas. A ciência havia diagnosticado que o Sr. R.
estava virtualmente desenganado. As palavras do Dr. Jung haviam-no
atingido fundo, produzindo uma grande deflação do ego. Essa
deflação profunda é actualmente a pedra angular dos princípios de
A.A. Ali, no consultório do Dr. Jung, esse princípio foi aplicado
pela primeira vez em nosso benefício.
O paciente, Sr. R., escolheu
o Grupo Oxford
da época como sua instituição religiosa. Terrivelmente castigado e
quase sem esperança, entrou em grande actividade no grupo. Para sua
alegria e assombro, prontamente cessou sua obsessão por bebidas.
Retornando
à América, o Sr. R. encontrou um velho amigo de escola, um
alcoólico crónico. Esse amigo – a quem chamaremos de Ebby –
estava prestes a ser internado num hospital psiquiátrico estadual.
Nessa conjuntura, um outro elemento vital foi adicionado à síntese
de A.A. O Sr. R., alcoólico, conversou com Ebby, também um
alcoólico e companheiro de sofrimento. Essa identificação profunda
veio a ser o segundo princípio fundamental de A.A. Através dessa
ponte de identificação, o Sr. R. transmitiu o veredicto do Dr. Jung
de como a maioria dos alcoólicos era desenganada, do ponto de vista
médico e psiquiátrico. Ele então apresentou Ebby ao Grupo Oxford,
onde meu amigo rapidamente ficou sóbrio.
Meu amigo Ebby
conhecia bem minha situação. Eu havia percorrido o itinerário
familiar. No verão de 1934, meu médico, William D. Silkworth,
deu-se por vencido e desenganou-me. Ele foi obrigado a me dizer que
eu era vítima de uma compulsão neurótica para beber; que nenhum
tratamento, educação ou força de vontade poderia detêm-la.
Acrescentou ainda que eu era vítima de uma desordem física que
poderia ser de natureza alérgica; uma disfunção física que
provocaria dano cerebral, a insanidade ou a morte. Aqui estava
novamente o Deus da ciência – que era então meu único Deus –
esvaziando-me o ego. Eu estava pronto para receber a mensagem que em
breve viria por intermédio do meu amigo alcoólico, Ebby.
Carl Jung, esse grande pioneiro da psiquiatria, estava falando com um
paciente alcoólico. E, de fato, aconteceu o seguinte:
O paciente, um preeminente homem
de negócios americano, havia percorrido o caminho típico do
alcoólico. Havia esgotado as possibilidades da medicina e da
psiquiatria nos Estados Unidos e veio procurar o Dr. Jung como último
recurso. Carl Jung havia tratado dele durante um ano e o paciente, a
quem chamaremos de Sr. R., sentia-se confiante de que haviam sido
descobertas e removidas as causas profundas da sua compulsão para
beber. Todavia, em pouco tempo, após receber alta do Dr. Jung,
voltou a embriagar-se.
Em estado de desespero, voltou ao
consultório de Dr. Jung e perguntou qual era a sua real situação,
obtendo a resposta. Em essência, o Dr. Jung lhe disse: "Durante
algum tempo, após a sua chegada aqui, acreditei que você seria um
daqueles raros casos no qual poderia ocorrer uma completa
recuperação. Mas devo dizer-lhe francamente que nunca vi um único
caso de recuperação através da psiquiatria em que a neurose fosse
tão severa como é em você. A medicina fez tudo o que podia fazer.
Essa é a situação."
Uma profunda depressão tomou
conta do Sr. R., e ele perguntou: "Não há excepção? Isso é
realmente o fim da linha para mim?"
"Bem", respondeu o Dr.
Jung, "há algumas excepções, muito poucas. Aqui e ali, de vez
em quando, os alcoólicos têm tido o que chamam de experiências
espirituais vitais, que parecem ser uma espécie de grande rompimento
ou alteração, seguida de uma reorganização emocional. Ideias,
emoções e atitudes, as quais constituíam as forças motrizes
desses homens, são posta de lado e um novo elenco de conceitos e
propósitos começa a domina-los. Tentei produzir algumas dessas
alterações emocionais dentro de você. Com alguns tipos de
neuróticos, o método que emprego dá bons resultados, mas nunca
obtive êxito num alcoólico com o seu perfil."
"Mas", protestou o
paciente, "eu sou um homem religioso e ainda tenho fé". O
Dr. Jung respondeu: "A fé religiosa comum não é suficiente.
Estou me referindo a uma experiência transformadora, uma conversão
espiritual, se preferir assim. Somente posso recomendar-lhe que se
coloque num ambiente religioso de sua escolha; que reconheça sua
impotência pessoal e que se entregue ao Deus que você pensa
existir. O raio de um despertar espiritual poderá atingi-lo. Terá
que tentar isso, é a sua única saída". Assim falou um grande
e humilde médico.
Para o futuro de A.A., essas
palavras foram decisivas. A ciência havia diagnosticado que o Sr. R.
estava virtualmente desenganado. As palavras do Dr. Jung haviam-no
atingido fundo, produzindo uma grande deflação do ego. Essa
deflação profunda é actualmente a pedra angular dos princípios de
A.A. Ali, no consultório do Dr. Jung, esse princípio foi aplicado
pela primeira vez em nosso benefício.
O paciente, Sr. R., escolheu
o Grupo Oxford
da época como sua instituição religiosa. Terrivelmente castigado e
quase sem esperança, entrou em grande actividade no grupo. Para sua
alegria e assombro, prontamente cessou sua obsessão por bebidas.
Retornando
à América, o Sr. R. encontrou um velho amigo de escola, um
alcoólico crónico. Esse amigo – a quem chamaremos de Ebby –
estava prestes a ser internado num hospital psiquiátrico estadual.
Nessa conjuntura, um outro elemento vital foi adicionado à síntese
de A.A. O Sr. R., alcoólico, conversou com Ebby, também um
alcoólico e companheiro de sofrimento. Essa identificação profunda
veio a ser o segundo princípio fundamental de A.A. Através dessa
ponte de identificação, o Sr. R. transmitiu o veredicto do Dr. Jung
de como a maioria dos alcoólicos era desenganada, do ponto de vista
médico e psiquiátrico. Ele então apresentou Ebby ao Grupo Oxford,
onde meu amigo rapidamente ficou sóbrio.
Meu amigo Ebby
conhecia bem minha situação. Eu havia percorrido o itinerário
familiar. No verão de 1934, meu médico, William D. Silkworth,
deu-se por vencido e desenganou-me. Ele foi obrigado a me dizer que
eu era vítima de uma compulsão neurótica para beber; que nenhum
tratamento, educação ou força de vontade poderia detêm-la.
Acrescentou ainda que eu era vítima de uma desordem física que
poderia ser de natureza alérgica; uma disfunção física que
provocaria dano cerebral, a insanidade ou a morte. Aqui estava
novamente o Deus da ciência – que era então meu único Deus –
esvaziando-me o ego. Eu estava pronto para receber a mensagem que em
breve viria por intermédio do meu amigo alcoólico, Ebby.
Gostou? Clique aqui e leia mais sobre o mesmo tema
historia de AA
Alguns de nós voltam e beber algum tempo antes de ter os pés firmes na sobriedade
Esperamos que esta hora tenha deixado eminentemente claro que não
consideramos a bebida um assunto frívolo. O alcoolismo merece e recebe
atenção muito séria de nossa parte. Não achamos graça nenhuma nas piadas
feitas às custas de enfermos bebedores-problema, salvo aquelas que nós
mesmos contamos a nosso respeito, do vantajoso ponto de vista da sobriedade.
Não nos divertimos quando alguém caçoa ameaçando embebedar-se. E o mesmo que
brincar de roleta russa.
A despeito de nossa atitude séria com relação ao alcoolismo, você verá que
normalmente podemos falar com humor e neutralidade sobre nosso passado e
nossa recuperação. Esta é uma atitude saudável, achamos. Com toda certeza,
não enfraquece nossa resolução até ficar e continuar bem.
Muitos de nós já vimos a morte de perto. Conhecemos um sofrimento de quebrar
os ossos. Mas também conhecemos nossa esperança que faz cantar o coração. E
esperamos que esta obra lhe tenha trazido mais ânimo do que tristeza. Se
você é bebedor-problema, já sabe bastante sobre dor e solidão. Gostaríamos
que você encontrasse um pouco da paz e da alegria que encontramos ao
enfrentar os altos e baixos da realidade da vida com a mente lúcida e o
coração tranquilo.
Sem dúvida, demos somente um mero inicio à tarefa de viver sóbrios.
Continuamente, aprendemos novas ideias que podem ajudar.
Ficando sóbrios, você certamente poderá pensar em outras ideias não
registadas aqui. Também esperamos que você quando tiver ideias diferentes
sobre este assunto, passe-as adiante. Por favor, compartilhe. (Você se
recordará de que o simples repartir pode, por si mesmo, ser-lhe proveitoso.)
Quanto mais experiência comum oferecermos, mais bebedores-problema serão
ajudados.
Alguns de nós voltam e beber algum tempo antes de ter os pés firmes na
sobriedade. Se isso acontecer com você, não desespere. Muitos de nós
passamos por isso e, finalmente, chegamos a uma sobriedade bem sucedida.
Tente lembrar-se de que o alcoolismo é uma condição humana muito grave e que
as recaídas são tão possíveis nesta enfermidade como em qualquer outra. A
recuperação sempre será possível.
Mesmo após alguns insucessos, se continuar a querer ficar bom e persistir em
novas tentativas, a experiência nos convence de que você embarcou, com
centenas de milhares de companheiros, na rota para um destino feliz e
saudável. Esperamos encontro-lo pessoalmente em nosso meio.
Mas, qualquer que seja a sua jornada, junto connosco ou sozinho, siga
acompanhado de nossos mais calorosos votos de boa sorte.
consideramos a bebida um assunto frívolo. O alcoolismo merece e recebe
atenção muito séria de nossa parte. Não achamos graça nenhuma nas piadas
feitas às custas de enfermos bebedores-problema, salvo aquelas que nós
mesmos contamos a nosso respeito, do vantajoso ponto de vista da sobriedade.
Não nos divertimos quando alguém caçoa ameaçando embebedar-se. E o mesmo que
brincar de roleta russa.
A despeito de nossa atitude séria com relação ao alcoolismo, você verá que
normalmente podemos falar com humor e neutralidade sobre nosso passado e
nossa recuperação. Esta é uma atitude saudável, achamos. Com toda certeza,
não enfraquece nossa resolução até ficar e continuar bem.
Muitos de nós já vimos a morte de perto. Conhecemos um sofrimento de quebrar
os ossos. Mas também conhecemos nossa esperança que faz cantar o coração. E
esperamos que esta obra lhe tenha trazido mais ânimo do que tristeza. Se
você é bebedor-problema, já sabe bastante sobre dor e solidão. Gostaríamos
que você encontrasse um pouco da paz e da alegria que encontramos ao
enfrentar os altos e baixos da realidade da vida com a mente lúcida e o
coração tranquilo.
Sem dúvida, demos somente um mero inicio à tarefa de viver sóbrios.
Continuamente, aprendemos novas ideias que podem ajudar.
Ficando sóbrios, você certamente poderá pensar em outras ideias não
registadas aqui. Também esperamos que você quando tiver ideias diferentes
sobre este assunto, passe-as adiante. Por favor, compartilhe. (Você se
recordará de que o simples repartir pode, por si mesmo, ser-lhe proveitoso.)
Quanto mais experiência comum oferecermos, mais bebedores-problema serão
ajudados.
Alguns de nós voltam e beber algum tempo antes de ter os pés firmes na
sobriedade. Se isso acontecer com você, não desespere. Muitos de nós
passamos por isso e, finalmente, chegamos a uma sobriedade bem sucedida.
Tente lembrar-se de que o alcoolismo é uma condição humana muito grave e que
as recaídas são tão possíveis nesta enfermidade como em qualquer outra. A
recuperação sempre será possível.
Mesmo após alguns insucessos, se continuar a querer ficar bom e persistir em
novas tentativas, a experiência nos convence de que você embarcou, com
centenas de milhares de companheiros, na rota para um destino feliz e
saudável. Esperamos encontro-lo pessoalmente em nosso meio.
Mas, qualquer que seja a sua jornada, junto connosco ou sozinho, siga
acompanhado de nossos mais calorosos votos de boa sorte.
Gostou? Clique aqui e leia mais sobre o mesmo tema
Alcoólicos Anónimos e as recaidas
O Outro lado de Alcoólicos Anónimos
Durante uma reunião em um determinado dia, observei que me divertia
imensamente com esse programa de A.A. – todo ele, menos o seu lado
espiritual.
Depois da reunião, outro membro se aproximou de mim e disse: "Gostei
daquela observação que você fez sobre o quanto gosta do programa: todo
ele, menos a sua parte espiritual. Temos um pouco de tempo. Por que não
conversamos a respeito do outro lado do programa?"
Isso encerrou a conversa.
imensamente com esse programa de A.A. – todo ele, menos o seu lado
espiritual.
Depois da reunião, outro membro se aproximou de mim e disse: "Gostei
daquela observação que você fez sobre o quanto gosta do programa: todo
ele, menos a sua parte espiritual. Temos um pouco de tempo. Por que não
conversamos a respeito do outro lado do programa?"
Isso encerrou a conversa.
Gostou? Clique aqui e leia mais sobre o mesmo tema
aa1demaio
PORQUÊ DEUS DIZ NÃO?
Para a maioria de nós, a primeira vez que realmente percebemos a ajuda
potente, tremenda e continuada de um Poder Superior, foi quando nos demos
conta de que algo além de nós mesmos estava nos libertando daquela compulsão
frustrante e intrigante de beber. Quando apareceram os primeiros resultados
concretos, começamos a respeitar o lado proveitoso de uma vida espiritual.
Mais tarde, compreendemos que a ajuda de Deus não estava confinada aos
nossos problemas com bebida mas penetrava todas as actividades de nossa vida.
E ai começa, para alguns, um certo tipo de problema.
Como conseguimos, de uma maneira ou de outra, resposta imediata para nosso
problema com bebida, concluímos que deveríamos obter, também, respostas
rápidas para tudo mais que nos esteja perturbando no momento.
Aprendemos que, para Deus, tudo é possível. Daí concluímos: não devemos ser
perturbados e desapontados em nada.
Assim rezamos por ajuda e o rol de nossos pedidos pode chegar a ser tão
longo como a lista de encomendas de uma criança ao Papai Nobel. Mas Deus não
nos atende e assim ficamos desapontados.
Nosso grito aumenta quando notamos que outros obtêm aquilo que desejamos e
nós não. Pior ainda. Estamos vendo, por todo lado, gente sem qualquer base
espiritual usufruindo de uma onda de sucessos, situação que nos leva a becos
sem saídas de auto piedade e inveja, com a sensação de que Deus nos enganou.
Perguntamos e ao Poder Superior, que parece não nos atender, se, afinal
não estamos tentando levar uma vida direita? Estamos fazendo tudo para nos
tornarmos correctos, bondosos, corteses, prestativo e honestos. As boas
coisas, então, não deveriam vir para nosso lado, até mesmo as coisas
materiais?
Estamos evitando convenientemente a admissão de tentar levar uma
vida direita, tão somente porque o álcool nos pegou, nos atirou na sarjeta,
sem outra alternativa a não ser o A.A.? Pode ser que tenhamos sido seduzidos
por alguma literatura presentemente em voga, contendo aquelas histórias
maravilhosas de como incontáveis problemas foram resolvidos pelo simples
expediente de passar alguns minutos diariamente em prece e meditação.
Não deveríamos, em primeiro lugar, considerar o verdadeiro sentido dos
passos Três e Onze? Com estes passos, nos entregamos à vontade de Deus,
qualquer que seja, independentemente das consequências.
Nossos planos podem aparentar certo valor, nossos desejos imediatos podem
ser modestos, mas mesmo assim podem entrar em conflito com os planos de Deus
A estratégia Dele pode ser no sentido de que a vitória final dependa de
perder e não de ganhar batalhas ao longo do caminho. A decepção de hoje,
vista daqui a seis meses, pode revelar-se como o melhor golpe de sorte. E,
no devido tempo, nossa grata retrospectiva deixará perceber os caminhos da
infalível previdência de Deus.
A história do início de A.A. oferece algumas boas e objectivas lições de como
este princípio funciona. Certa época, Bill e mais alguns pioneiros
resolveram solicitar contribuições a pessoas em situação financeira folgada,
para o movimento ainda em lutas do começo. Quando nada arrecadaram,
certamente, devem ter pensado que Deus tinha se esquecido das necessidades
do grupo em formação. Como mais tarde ficou comprovado, esta experiência nos
ensinou o princípio da auto-suficiência. Certamente foi uma das maneiras de
Ele fazer milagres.
Vejamos o exemplo dos negócios mal sucedidos de Bill em Akron pouco antes de
encontrar-se do o Dr. Bob. Por que Deus haveria de infligir uma derrota
assim, especialmente a um homem conhecedor de desastres consecutivos e que
estava fazendo tudo ao seu alcance para levar novo tipo de vida? Mas Deus o
permitiu e, procurando uma saída daquele atoleiro, Bill armou-se de seus
recursos espirituais e com aquela técnica restauradora da alma: ajudar os
outros.
Hoje, nós, os beneficiados pelo poder redentor de A.A., podemos ver que a
aparente adversidade foi, na realidade, a mão de Deus moldando e dando vida
a um movimento magnífico.
Mas façamos de conta, somente a título de ilustração, que Deus nos desse
resposta imediata, concordasse plenamente com nossos desejos, entregasse-nos
uma espécie de cheque em branco para fazer ou conseguir tudo o que
quiséssemos. Sair-nos-íamos bem com um negócio assim? Uma vez que o egoísmo
é defeito característico do alcoólico e a maioria de nós é perita em
aproveitar pessoas e circunstâncias a fim de puxar brasa para nossa sardinha
não faríamos a mesma coisa com Deus? Iríamos bombardeio com pedidos sem
fim, dos ganhos materiais ao controle ditatorial da vida dos outros. Uma vez
que somos uma raça impaciente, usaríamos a ajuda Dele para tirar todo mundo
de nosso caminho, afirmando, ao mesmo tempo, com a cara mais lisa, estamos
apenas recebendo o que nos é devido. Iríamos gabar-nos dos sucessos nos
negócios, das conquistas galantes, do prestígio e de outras tantas vantagens
pensando bem pouco na implícita e desagradável ideia de que nossos ganhos
podem ser perdas para outros.
Sim, manipularíamos Deus como crianças estragadas, pedindo tudo aos pais
tolos e indulgente.
Mas Deus não é tolo nem indulgente e possui a sabedoria para dizer NÃO.
Suas respostas são sempre para nosso bem. Nada disso significa, que Deus
responderá sempre com NÃO. Todos conhecemos numerosas ocasiões, quando
resposta foi SIM imediato. Mas estes pedidos foram atendidos porque estavam
certos e, sem dúvidas, foram feitos no espírito de humildade e sem egoísmo.
Alguns companheiros de A.A. parecem conseguir uma harmonia belíssima quase
imediata quando se entregam à vontade de Deus. Desenvolvem uma visão
espiritual tão profunda que obtêm respostas a quase todas as suas preces.
Admiramos a serenidade e sabedoria deles, mas continuamos tentando manobrar
Deus para que Ele faça as coisas à nossa maneira.
Examinando o curso de nossas vidas, descobri...
potente, tremenda e continuada de um Poder Superior, foi quando nos demos
conta de que algo além de nós mesmos estava nos libertando daquela compulsão
frustrante e intrigante de beber. Quando apareceram os primeiros resultados
concretos, começamos a respeitar o lado proveitoso de uma vida espiritual.
Mais tarde, compreendemos que a ajuda de Deus não estava confinada aos
nossos problemas com bebida mas penetrava todas as actividades de nossa vida.
E ai começa, para alguns, um certo tipo de problema.
Como conseguimos, de uma maneira ou de outra, resposta imediata para nosso
problema com bebida, concluímos que deveríamos obter, também, respostas
rápidas para tudo mais que nos esteja perturbando no momento.
Aprendemos que, para Deus, tudo é possível. Daí concluímos: não devemos ser
perturbados e desapontados em nada.
Assim rezamos por ajuda e o rol de nossos pedidos pode chegar a ser tão
longo como a lista de encomendas de uma criança ao Papai Nobel. Mas Deus não
nos atende e assim ficamos desapontados.
Nosso grito aumenta quando notamos que outros obtêm aquilo que desejamos e
nós não. Pior ainda. Estamos vendo, por todo lado, gente sem qualquer base
espiritual usufruindo de uma onda de sucessos, situação que nos leva a becos
sem saídas de auto piedade e inveja, com a sensação de que Deus nos enganou.
Perguntamos e ao Poder Superior, que parece não nos atender, se, afinal
não estamos tentando levar uma vida direita? Estamos fazendo tudo para nos
tornarmos correctos, bondosos, corteses, prestativo e honestos. As boas
coisas, então, não deveriam vir para nosso lado, até mesmo as coisas
materiais?
Estamos evitando convenientemente a admissão de tentar levar uma
vida direita, tão somente porque o álcool nos pegou, nos atirou na sarjeta,
sem outra alternativa a não ser o A.A.? Pode ser que tenhamos sido seduzidos
por alguma literatura presentemente em voga, contendo aquelas histórias
maravilhosas de como incontáveis problemas foram resolvidos pelo simples
expediente de passar alguns minutos diariamente em prece e meditação.
Não deveríamos, em primeiro lugar, considerar o verdadeiro sentido dos
passos Três e Onze? Com estes passos, nos entregamos à vontade de Deus,
qualquer que seja, independentemente das consequências.
Nossos planos podem aparentar certo valor, nossos desejos imediatos podem
ser modestos, mas mesmo assim podem entrar em conflito com os planos de Deus
A estratégia Dele pode ser no sentido de que a vitória final dependa de
perder e não de ganhar batalhas ao longo do caminho. A decepção de hoje,
vista daqui a seis meses, pode revelar-se como o melhor golpe de sorte. E,
no devido tempo, nossa grata retrospectiva deixará perceber os caminhos da
infalível previdência de Deus.
A história do início de A.A. oferece algumas boas e objectivas lições de como
este princípio funciona. Certa época, Bill e mais alguns pioneiros
resolveram solicitar contribuições a pessoas em situação financeira folgada,
para o movimento ainda em lutas do começo. Quando nada arrecadaram,
certamente, devem ter pensado que Deus tinha se esquecido das necessidades
do grupo em formação. Como mais tarde ficou comprovado, esta experiência nos
ensinou o princípio da auto-suficiência. Certamente foi uma das maneiras de
Ele fazer milagres.
Vejamos o exemplo dos negócios mal sucedidos de Bill em Akron pouco antes de
encontrar-se do o Dr. Bob. Por que Deus haveria de infligir uma derrota
assim, especialmente a um homem conhecedor de desastres consecutivos e que
estava fazendo tudo ao seu alcance para levar novo tipo de vida? Mas Deus o
permitiu e, procurando uma saída daquele atoleiro, Bill armou-se de seus
recursos espirituais e com aquela técnica restauradora da alma: ajudar os
outros.
Hoje, nós, os beneficiados pelo poder redentor de A.A., podemos ver que a
aparente adversidade foi, na realidade, a mão de Deus moldando e dando vida
a um movimento magnífico.
Mas façamos de conta, somente a título de ilustração, que Deus nos desse
resposta imediata, concordasse plenamente com nossos desejos, entregasse-nos
uma espécie de cheque em branco para fazer ou conseguir tudo o que
quiséssemos. Sair-nos-íamos bem com um negócio assim? Uma vez que o egoísmo
é defeito característico do alcoólico e a maioria de nós é perita em
aproveitar pessoas e circunstâncias a fim de puxar brasa para nossa sardinha
não faríamos a mesma coisa com Deus? Iríamos bombardeio com pedidos sem
fim, dos ganhos materiais ao controle ditatorial da vida dos outros. Uma vez
que somos uma raça impaciente, usaríamos a ajuda Dele para tirar todo mundo
de nosso caminho, afirmando, ao mesmo tempo, com a cara mais lisa, estamos
apenas recebendo o que nos é devido. Iríamos gabar-nos dos sucessos nos
negócios, das conquistas galantes, do prestígio e de outras tantas vantagens
pensando bem pouco na implícita e desagradável ideia de que nossos ganhos
podem ser perdas para outros.
Sim, manipularíamos Deus como crianças estragadas, pedindo tudo aos pais
tolos e indulgente.
Mas Deus não é tolo nem indulgente e possui a sabedoria para dizer NÃO.
Suas respostas são sempre para nosso bem. Nada disso significa, que Deus
responderá sempre com NÃO. Todos conhecemos numerosas ocasiões, quando
resposta foi SIM imediato. Mas estes pedidos foram atendidos porque estavam
certos e, sem dúvidas, foram feitos no espírito de humildade e sem egoísmo.
Alguns companheiros de A.A. parecem conseguir uma harmonia belíssima quase
imediata quando se entregam à vontade de Deus. Desenvolvem uma visão
espiritual tão profunda que obtêm respostas a quase todas as suas preces.
Admiramos a serenidade e sabedoria deles, mas continuamos tentando manobrar
Deus para que Ele faça as coisas à nossa maneira.
Examinando o curso de nossas vidas, descobri...
Gostou? Clique aqui e leia mais sobre o mesmo tema
aa1demaio
O que um Grupo de Alcoólicos Anónimos não faz
1. Recrutar membros ou fornecer a motivação inicial para que os alcoólicos se recuperem.
2. Manter registo ou históricos de casos dos seus membros.
3. Acompanhar ou tentar controlar seus membros.
4. Fazer diagnósticos ou prognósticos clínicos ou psicológicos.
5. Providenciar hospitalização, medicamentos ou tratamento psiquiátrico.
6. Fornecer alojamento, alimentação, roupas, dinheiro, emprego ou outros serviços semelhantes.
7. Fornecer aconselhamento familiar ou profissional.
8. Participar de pesquisas ou patrocina-las.
9. Filiar-se a entidades sociais (embora muitos membros e servidores cooperem com elas).
10. Oferecer serviços religiosos.
11. Participar de qualquer controvérsia sobre o álcool ou outros assuntos.
12. Aceitar dinheiro pelos seus serviços, ou contribuições de fontes não- A.A.
13. Fornecer cartas de recomendação para juntas de livramento condicional, advogados, oficiais de justiça, escolas, empresas, entidades sociais ou quaisquer outras organizações ou instituições
2. Manter registo ou históricos de casos dos seus membros.
3. Acompanhar ou tentar controlar seus membros.
4. Fazer diagnósticos ou prognósticos clínicos ou psicológicos.
5. Providenciar hospitalização, medicamentos ou tratamento psiquiátrico.
6. Fornecer alojamento, alimentação, roupas, dinheiro, emprego ou outros serviços semelhantes.
7. Fornecer aconselhamento familiar ou profissional.
8. Participar de pesquisas ou patrocina-las.
9. Filiar-se a entidades sociais (embora muitos membros e servidores cooperem com elas).
10. Oferecer serviços religiosos.
11. Participar de qualquer controvérsia sobre o álcool ou outros assuntos.
12. Aceitar dinheiro pelos seus serviços, ou contribuições de fontes não- A.A.
13. Fornecer cartas de recomendação para juntas de livramento condicional, advogados, oficiais de justiça, escolas, empresas, entidades sociais ou quaisquer outras organizações ou instituições
Gostou? Clique aqui e leia mais sobre o mesmo tema
Tradiçoes de Alcoólicos Anónimos
quarta-feira, 21 de Outubro de 2009
O GRUPO 1 DE MAIO NÃO É PERFEITO

DÉCIMA TRADIÇÃO
"Alcoólicos Anónimos não opina sobre questões alheias à Irmandade;
portanto, o nome de A.A. jamais deverá aparecer em controvérsias públicas."
Desde o seu início, jamais Alcoólicos Anónimos foi dividido por uma
questão controversa de grande monta. Tampouco a nossa Irmandade tomou
partido em qualquer disputa neste mundo conturbado. Não se trata, contudo,
de uma virtude duramente conquistada. Pode-se dizer que nascemos com ela,
pois, segundo recentes declarações de um nosso antigo membro: "Praticamente,
nunca ouvi entre membros de A.A. qualquer discussão acalorada sobre assuntos
religiosos, políticos ou reformistas. Não discutindo tais coisas em
particular, é facílimo para nós deixar de discuti-las em público."
ESQUECEMOS DE LER ESTA TRADIÇÃO, MAS SOBREVIVEMOS E VAMOS CRESCENDO MAIS NA DEMOCRACIA DE LIVRE OPINIÃO
Gostou? Clique aqui e leia mais sobre o mesmo tema
aa1demaio
Sabe o que é o CRESCIMENTO ESPIRITUAL
Dr. Laís Marques da Silva, ex-Custódio e Presidente da JUNAAB.
Palestra proferida por ocasião da XVI Convenção Nacional de
Alcoólicos Anónimos São Paulo, Abril de 2003.
VIDA ESPIRITUAL
"Não somos seres humanos passando por uma experiência
espiritual,... somos seres espirituais passando por uma experiência
humana".
Teilhard de Chardin
É frequente que as pessoas tenham a ideia errada de que a vida
espiritual é alguma coisa diferente e que deva ser vivida em
separado, num cantinho lá do céu, num ambiente etéreo e místico.
Pensam também que o nosso dia a dia está ligado a uma outra
realidade que não é lá estas coisas, se comparada com o que
concebem como sendo a vida espiritual, além de muito mundana. É
também comum pensar que, para ser uma pessoa espiritual, é preciso
não dar importância à nossa vida do dia a dia e ir para uma outra
dimensão inteiramente diferente, um reino especial. Separamos e
dividimos o que é uno e isso acontece com frequência. Ademais, a
dimensão do que se entende por vida espiritual vai muito além da
repetição inconsciente de um ritual ou de uma oração. Por vezes,
nos damos conta do potencial que temos de crescimento, mas é preciso
ter em mente que ele não acontece por si mesmo. Há caminhos a serem
percorridos, programas e passos a nos orientar a fim de termos esse
potencial realizado. É preciso estar conscientes do modo como
agimos, de como nos relacionamos connosco, com o nosso corpo, com as
pessoas que nos rodeiam porque tudo isso cria uma espécie de mundo,
interior e exterior, dentro do qual vivemos. Ao evoluir nesses
aspectos das nossas vidas, iremos criar condições para viver melhor
e para crescer espiritualmente e, nesse ponto, estaremos optando pela
liberdade ou pelo sofrimento. Desenvolver a dimensão espiritual é
próprio da vida dos seres humanos.
Pode ser difícil andar nas nuvens ou caminhar sobre as águas, mas
fazer exactamente isso sobre a terra tem-se mostrado um enorme
desafio, uma tarefa que apresenta novas dificuldades a cada momento.
Tornar-se um ser com um individualismo ameno e afável é,
provavelmente, o milagre maior que podemos realizar, o objectivo maior
que temos na vida. O grande milagre é tornar-se um ser
espiritualizado, pois a vida a todos nós tem ensinado que uma pessoa
que tenha uma mente poderosa, se não tiver um bom coração, este
poder não será de qualquer valia e pode ainda ser desvantajoso.
Para caminhar sobre a terra, cada indivíduo tem que partir do fato
de que possui uma consciência e de que é um ser único no mundo.
Nada e ninguém é igual e isso implica em que o ser humano é só,
sente a sua solidão. Possui uma identidade única, é singular.
Além de diferenciado no momento da concepção, vive em ambientes
diferentes e se desenvolve de um modo que lhe é próprio. Tem que
ser ele mesmo dentro do seu espaço de liberdade. O senso de
autonomia e autodeterminação lhe traz a ideia de ser responsável
por si mesmo, uma vez que é o capitão do seu barco e mestre do seu
destino. Percebe que só pode afirmar as suas potencialidades
concretizando a própria individualidade. Mas aí entra a ideia de
limite, pois que se vai longe demais nesta linha de desenvolvimento,
acaba se tornando um ser orgulhoso, degenerado e auto destrutivo. Há
também o fato não menos real de que, como ser social, necessita das
outras pessoas não só para sustento e companhia, mas também para
encontrar significado e sentido para a sua própria vida. Assim, há
duas realidades distintas e em oposição e ambas são reais.
Chamamos a isso de paradoxo e é a partir dele que temos que crescer
espiritualmente.
O indivíduo é impulsionado para o desenvolvimento total das suas
possibilidades, mas tem que reconhecer que é incompleto e, como tal,
tem a sua fraqueza. Trabalha com a individuação de um lado e com a
sua dependência, de outro. O desenvolvimento que se faz mais calcado
em uma das vertentes do paradoxo desequilibra a equação. As
oposições geram ou são a origem de conflitos, mas se os opostos
forem unificados, não haverá tensão, conflito ou medo. O eu
torna-se mestre de si mesmo e a vida pode vir a ser o que o
indivíduo deseja. Surge a liberdade, o domínio e a unificação. O
desenvolvimento espiritual permite encontrar um ponto de equilíbrio
entre essas duas tendências. É esse desenvolvimento harmonioso que
evita possíveis desvios. Se caminha pelo lado do individualismo,
acentua a independência e a auto-suficiência e aí, como não
consegue ser auto-suficiente nem independente completamente, é
levado a falsificar, ocultando fraquezas e falhas. Tenta ser
super-homem e controlar totalmente a sua vida. O individualismo, no
entanto, leva ao isolamento social, à solidão que condena a viver
um inferno existencial e, numa dimensão maior, à fragmentação da
sociedade. Mais adiante, o indivíduo aprende que é natural e humano
sentir ansiedade, depressão e abandono e percebe que é no convívio
com os outros que pode compartilhar estes sentimentos sem medo ou
culpa e ainda sem julgamento, se encontra o nível necessário de
entendimento.
A partir deste quadro simplificado e, sendo membro de A.A., o
companheiro cresce espiritualmente e passa a desenvolver a ética de
um individualismo suave. Por outro lado, a vida mostra que, para
cultivar um bom coração, não é suficiente dizer a nós mesmo que
devemos ser bons, pois dizer o que devemos ser, sentir ou fazer não
nos faz viver deste modo, mas nos abarrota de deverias, que
muitas vezes nos fazem sentir culpados porque nunca somos como
pensamos que deveríamos ser.
O que realmente é necessário, é transformar as nossas mentes e
comportamentos aceitando um fato bem caracterizado pelo mito do
dragão. Os mitos são uma maravilhosa fonte que nos ajudam a
compreender os complexos e multi dimensionais aspectos da natureza
humana porque representam uma determinada realidade. O dragão é uma
criatura mitológica que vem sendo usada por diferentes culturas há
muitos séculos. Ele simboliza os seres humanos, já que são cobras
com asas, vermes que podem voar e é isso que nós somos. Rastejamos
como répteis, atolados na lama de pecaminosas tendências e
preconceitos culturais resultantes da mente fechada. Mas, como
pássaros ou anjos, podemos voar e transcender a realidade de réptil
porque somos espírito e capazes de alcançar os céus. Esta é uma
visão clara da nossa realidade.
No mundo ocidental costumamos separar o físico do espiritual. A
tecnologia tem desenvolvido conhecimentos que melhoram a nossa
qualidade de vida e a nossa condição física pessoal e,
particularmente, a nossa saúde. Mas vale dizer que a ênfase maior
caberia ao lado espiritual, já que o espírito é entendido por nós
como sendo eterno, imortal. Aqui fica uma importante pergunta: seria
possível, com a tecnologia de guerra existente nos nossos dias,
sobreviver dentro desta posição de manter separado o físico do
espiritual? Tudo indica que, para salvarmos a nossa pele, teremos que
salvar primeiro as nossas almas. Logo, desenvolvimento espiritual não
é retórica abstracta e sem sentido prático. Não parece ser
possível melhorar a confusão em que colocamos o mundo de hoje sem
pensarmos em alguma espécie de cura espiritual.
Palestra proferida por ocasião da XVI Convenção Nacional de
Alcoólicos Anónimos São Paulo, Abril de 2003.
VIDA ESPIRITUAL
"Não somos seres humanos passando por uma experiência
espiritual,... somos seres espirituais passando por uma experiência
humana".
Teilhard de Chardin
É frequente que as pessoas tenham a ideia errada de que a vida
espiritual é alguma coisa diferente e que deva ser vivida em
separado, num cantinho lá do céu, num ambiente etéreo e místico.
Pensam também que o nosso dia a dia está ligado a uma outra
realidade que não é lá estas coisas, se comparada com o que
concebem como sendo a vida espiritual, além de muito mundana. É
também comum pensar que, para ser uma pessoa espiritual, é preciso
não dar importância à nossa vida do dia a dia e ir para uma outra
dimensão inteiramente diferente, um reino especial. Separamos e
dividimos o que é uno e isso acontece com frequência. Ademais, a
dimensão do que se entende por vida espiritual vai muito além da
repetição inconsciente de um ritual ou de uma oração. Por vezes,
nos damos conta do potencial que temos de crescimento, mas é preciso
ter em mente que ele não acontece por si mesmo. Há caminhos a serem
percorridos, programas e passos a nos orientar a fim de termos esse
potencial realizado. É preciso estar conscientes do modo como
agimos, de como nos relacionamos connosco, com o nosso corpo, com as
pessoas que nos rodeiam porque tudo isso cria uma espécie de mundo,
interior e exterior, dentro do qual vivemos. Ao evoluir nesses
aspectos das nossas vidas, iremos criar condições para viver melhor
e para crescer espiritualmente e, nesse ponto, estaremos optando pela
liberdade ou pelo sofrimento. Desenvolver a dimensão espiritual é
próprio da vida dos seres humanos.
Pode ser difícil andar nas nuvens ou caminhar sobre as águas, mas
fazer exactamente isso sobre a terra tem-se mostrado um enorme
desafio, uma tarefa que apresenta novas dificuldades a cada momento.
Tornar-se um ser com um individualismo ameno e afável é,
provavelmente, o milagre maior que podemos realizar, o objectivo maior
que temos na vida. O grande milagre é tornar-se um ser
espiritualizado, pois a vida a todos nós tem ensinado que uma pessoa
que tenha uma mente poderosa, se não tiver um bom coração, este
poder não será de qualquer valia e pode ainda ser desvantajoso.
Para caminhar sobre a terra, cada indivíduo tem que partir do fato
de que possui uma consciência e de que é um ser único no mundo.
Nada e ninguém é igual e isso implica em que o ser humano é só,
sente a sua solidão. Possui uma identidade única, é singular.
Além de diferenciado no momento da concepção, vive em ambientes
diferentes e se desenvolve de um modo que lhe é próprio. Tem que
ser ele mesmo dentro do seu espaço de liberdade. O senso de
autonomia e autodeterminação lhe traz a ideia de ser responsável
por si mesmo, uma vez que é o capitão do seu barco e mestre do seu
destino. Percebe que só pode afirmar as suas potencialidades
concretizando a própria individualidade. Mas aí entra a ideia de
limite, pois que se vai longe demais nesta linha de desenvolvimento,
acaba se tornando um ser orgulhoso, degenerado e auto destrutivo. Há
também o fato não menos real de que, como ser social, necessita das
outras pessoas não só para sustento e companhia, mas também para
encontrar significado e sentido para a sua própria vida. Assim, há
duas realidades distintas e em oposição e ambas são reais.
Chamamos a isso de paradoxo e é a partir dele que temos que crescer
espiritualmente.
O indivíduo é impulsionado para o desenvolvimento total das suas
possibilidades, mas tem que reconhecer que é incompleto e, como tal,
tem a sua fraqueza. Trabalha com a individuação de um lado e com a
sua dependência, de outro. O desenvolvimento que se faz mais calcado
em uma das vertentes do paradoxo desequilibra a equação. As
oposições geram ou são a origem de conflitos, mas se os opostos
forem unificados, não haverá tensão, conflito ou medo. O eu
torna-se mestre de si mesmo e a vida pode vir a ser o que o
indivíduo deseja. Surge a liberdade, o domínio e a unificação. O
desenvolvimento espiritual permite encontrar um ponto de equilíbrio
entre essas duas tendências. É esse desenvolvimento harmonioso que
evita possíveis desvios. Se caminha pelo lado do individualismo,
acentua a independência e a auto-suficiência e aí, como não
consegue ser auto-suficiente nem independente completamente, é
levado a falsificar, ocultando fraquezas e falhas. Tenta ser
super-homem e controlar totalmente a sua vida. O individualismo, no
entanto, leva ao isolamento social, à solidão que condena a viver
um inferno existencial e, numa dimensão maior, à fragmentação da
sociedade. Mais adiante, o indivíduo aprende que é natural e humano
sentir ansiedade, depressão e abandono e percebe que é no convívio
com os outros que pode compartilhar estes sentimentos sem medo ou
culpa e ainda sem julgamento, se encontra o nível necessário de
entendimento.
A partir deste quadro simplificado e, sendo membro de A.A., o
companheiro cresce espiritualmente e passa a desenvolver a ética de
um individualismo suave. Por outro lado, a vida mostra que, para
cultivar um bom coração, não é suficiente dizer a nós mesmo que
devemos ser bons, pois dizer o que devemos ser, sentir ou fazer não
nos faz viver deste modo, mas nos abarrota de deverias, que
muitas vezes nos fazem sentir culpados porque nunca somos como
pensamos que deveríamos ser.
O que realmente é necessário, é transformar as nossas mentes e
comportamentos aceitando um fato bem caracterizado pelo mito do
dragão. Os mitos são uma maravilhosa fonte que nos ajudam a
compreender os complexos e multi dimensionais aspectos da natureza
humana porque representam uma determinada realidade. O dragão é uma
criatura mitológica que vem sendo usada por diferentes culturas há
muitos séculos. Ele simboliza os seres humanos, já que são cobras
com asas, vermes que podem voar e é isso que nós somos. Rastejamos
como répteis, atolados na lama de pecaminosas tendências e
preconceitos culturais resultantes da mente fechada. Mas, como
pássaros ou anjos, podemos voar e transcender a realidade de réptil
porque somos espírito e capazes de alcançar os céus. Esta é uma
visão clara da nossa realidade.
No mundo ocidental costumamos separar o físico do espiritual. A
tecnologia tem desenvolvido conhecimentos que melhoram a nossa
qualidade de vida e a nossa condição física pessoal e,
particularmente, a nossa saúde. Mas vale dizer que a ênfase maior
caberia ao lado espiritual, já que o espírito é entendido por nós
como sendo eterno, imortal. Aqui fica uma importante pergunta: seria
possível, com a tecnologia de guerra existente nos nossos dias,
sobreviver dentro desta posição de manter separado o físico do
espiritual? Tudo indica que, para salvarmos a nossa pele, teremos que
salvar primeiro as nossas almas. Logo, desenvolvimento espiritual não
é retórica abstracta e sem sentido prático. Não parece ser
possível melhorar a confusão em que colocamos o mundo de hoje sem
pensarmos em alguma espécie de cura espiritual.
Gostou? Clique aqui e leia mais sobre o mesmo tema
Programa de alcoolicos anonimos
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Ajuda on line
Precisa de informações sobre Alcoólicos Anónimos? Fale connosco pela janela em baixo.
Garantimos o seu anonimato
e confidencialidade.
Instruções para entrar nas reuniões on- line do grupo 1 de Maio
Companheiros e Companheiras, podem descarregar o programa de vídeo conferencia em www.vsee.com
Muitas pessoas tem o desconforto de não verem quem esta atrás de um nick num programa de chat, com este programa esse problema esta resolvido com o programa www.vsee.com
Este programa é grátis e tem a vantagem de só entrar na reunião quem é convidado, a questão do anonimato, está garantida.Para instalar o programa Clique em instala e de seguida registe o seu nick ou nome.Assim que instalar adicione o nick "central" a sua lista de contactos que o resto das explicações serão dadas em tempo real por
vídeo conferencia.+24 horas
Muitas pessoas tem o desconforto de não verem quem esta atrás de um nick num programa de chat, com este programa esse problema esta resolvido com o programa www.vsee.com
Este programa é grátis e tem a vantagem de só entrar na reunião quem é convidado, a questão do anonimato, está garantida.Para instalar o programa Clique em instala e de seguida registe o seu nick ou nome.Assim que instalar adicione o nick "central" a sua lista de contactos que o resto das explicações serão dadas em tempo real por
vídeo conferencia.+24 horas
O Caminho para Alcoólicos Anónimos
Este Video mostra o caminho de muitos alcoólicos e alcoólicas tem que caminhar para chegar ao seu fundo do poço emocional, na minha opinião o video "O caminho para Alcoolicos Anonimos" mostra a realidade que com qual eu me indentifico, e talvez te possa ajudar a dares uma oportunidade e ti mesmo.
Em Alcoolicos Anonimos não queremos saber se és criminoso ou um experto da sociadade, apenas temos o proposito comum de nos ajudar-mos mutuamente a lidar com a nossa doença.
Alcoólismo é uma doença não um vicio como a publicidade nos quer fazer crer por vezes.


